
Arquitetura
Brasileira Século XX
Revisão necessária, e debates para o futuro
Contexto: A Arquitetura Brasileira moderna apresenta uma rica diversidade de tendências e movimentos, com obras e projetos marcantes no contexto nacional e internacional. Mas esse patrimônio cultural não deve ser visto apenas com fonte de estudos acadêmicos, e sim como uma base imprescindível para a inserção, com qualidade e pertinência, do exercício profissional de projeto em nossa realidade atual. Nesse sentido, torna-se cada vez mais necessária a revisão crítica da modernidade arquitetônica brasileira, como caminho indispensável para a construção do futuro das nossas cidades.
Objetivo: O curso tem como objetivo rever, de maneira crítica e ampla, as mais importantes obras e tendências da Arquitetura Brasileira ao longo do século passado; debatendo em cada momento a sua pertinência e buscando revelar suas múltiplas facetas, nem sempre ainda devidamente apreciadas em sua mais ampla abrangência. Considera-se que a qualidade de nossa arquitetura contemporânea poderá ser ampliada com a renovada atenção a alguns pontos importantes do nosso patrimônio moderno. E pretende-se que o debate crítico desse amplo repertório cultural e tecnológico deva embasar culturalmente o projeto de novos espaços e ambientes arquitetônicos e urbanos futuros.
Próxima
turma 1º Semestre de 2005.
Cadastre-se
para receber maiores informações.
Investimento:
Profissionais: a confirmar
Estudantes de graduação: a confirmar
Obs.: Os estudantes de graduação deverão enviar por fax ou e-mail, junto com a ficha de inscrição, o comprovante do último pagamento da mensalidade para poder obter o desconto acima mencionado.
Programa:
1.
1930-1955
Revisão necessária: Modernidade e identidade nacional: escola carioca,
e outras escolas
Tema de debate: Patrimônio arquitetônico: reconhecer como base para
revitalizar
Internacionalmente reconhecidas pela sua excepcional qualidade, as principais
obras da arquitetura brasileira dos anos 1930-50 conformam uma fonte ainda
inesgotada não só para o estudo acadêmico como servem ainda de base para a
revisão dos caminhos da atuação prática contemporânea. Esse patrimônio é parte
de um todo maior cultural que inclui a busca por um conhecimento sistemático
de outras tendências e momentos históricos da nossa arquitetura, superando-se
o perigo da limitação de nosso patrimônio cultural a apenas alguns edifícios
e idéias, sendo necessário ampliar alguns limites vigentes, demasiado estreitos.
Exemplos de autores a serem abordados: Oscar Niemeyer, Lucio Costa, MMMRoberto,
Jorge Moreira, Affonso Eduardo Reidy, Rino Levi, Oswaldo Bratke, Gregori Warchavchik,
entre outros.
2. 1955-1960
Revisão necessária: Brasília como momento convergência entre duas
dispersões
Tema de debate: Excepcionalidade e norma, arquitetura e cidade
Brasília está situada num momento excepcional da história nacional e internacional,
em que ocorre uma aproximação aparente de tendências díspares que torna possível
a construção da cidade modernista, momento que antecede a revisão crítica
dessa modernidade e uma dispersão experimental outros caminhos. Brasília também
inaugura a implantação modelar, no Brasil, das regras do urbanismo moderno,
quando a arquitetura moderna deixa de ser exceção para tornar-se norma - e
com isso seu significado na cidade é profundamente alterado. Análise dos projetos
participantes no concurso de Brasília.
3.
1960-1980
Revisão necessária: Uma outra vanguarda brasileira: a escola paulista
Tema de debate: Repertório e tradição como base da inovação
Na época de Brasília também se iniciava em São Paulo a fermentação de
uma outra vanguarda da arquitetura moderna brasileira, a "escola paulista",
de ética e estética brutalista. Afirmando-se por sua radicalidade e busca
de novos caminhos, produziu obras notáveis reunidas por um mesmo método de
concepção e composição e por materiais e detalhamentos característicos, cujas
diretrizes se espalharam através de seguidores em todo o país. Não é possível
compreender adequadamente os caminhos da contemporaneidade arquitetônica brasileira
sem o necessário reconhecimento crítico e revalorização desse repertório e
tradição. Exemplos de autores a serem abordados: Vilanova Artigas, Paulo Mendes
da Rocha, João de Gennaro, Joaquim Guedes, Carlos Millan, Lina Bo Bardi, entre
outros.
4.
1980-2000
Revisão necessária: Arquitetura brasileira após 1980: pluralidade
ou vulgaridade?
Tema de debate: Novos epígonos, novos caminhos
A qualidade do patrimônio arquitetônico moderno brasileiro e suas peculiaridades
de desenvolvimento adiam até os anos 1980 o início do debate da nossa condição
pós-moderna, configurando uma crise que não foi superada, mas apenas afastada,
de um lado pela aceitação de uma pluralidade necessária que vem configurando
novos caminhos de interesse, embora ainda careça de uma base teórica consistente,
e de outro lado pelo triunfo de uma arquitetura comercial que, apesar de incluir
exemplos de interesse, privilegia a arquitetura como negócio, e não fato de
cultura que ela certamente é. Nesse panorama, quais os novos epígonos e os
novos caminhos se descortinam, no limitar do século 21? Análise de algumas
obras do "milagre" dos anos 1970; o grupo pós-moderno mineiro da revista "Pampulha";
o concurso para a Biblioteca do Rio de Janeiro em meados dos anos 1980; a
"batalha dos estilos" entre neo-modernos e pós-modernos; regionalismos e contexturalismos
à brasileira; liberação e vulgarização das "linguagens"; novas gerações, novos
epígonos (com ênfase no panorama paulista).
Mais
informações:
Câmara
de Arquitetos e Consultores
Rua Miguel Cabrera, 43 - Cep.: 01252-090
(Altura do nº 1700 da Av. Sumaré)
São Paulo - S.P
Tel/Fax: (011) 3868-3090
E-mail:
cursos@camaradearquitetos.com.br

