VIGA Barcelona
VIGA Berlim
VIGA Buenos Aires
Outros Serviços
Agenda de Eventos
Cursos Online
Cursos
Links e Sites
Outros VIGAS
Tradutores
VIGA Brasilia
VIGA Chicago
Hotéis e Vôos
Dicionários
VIGA Paris
VIGA Rio de Janeiro
VIGA Curitiba
VIGA Lisboa
VIGA Salvador
Apoio:

 

Diário de viagem
Viga Berlim
Visitas Guiadas de Arquitetura - Frankfurt e Berlim

Dia 17 de Julho
São Paulo:
O trânsito, como sempre, estava bastante congestionado na tarde de quarta-feira em São Paulo. Já no aeroporto, começaram as apresentações: colegas arquitetos vindos de Santa Catarina, do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e do interior de São Paulo se juntaram aos da capital, antes do check-in em Guarulhos. Já no vôo, encontramos ainda os colegas do Rio Grande do Sul.

Dia 18 de Julho
Frankfurt:

Ao chegar em Frankfurt, completaram o grupo os demais, de Pernambuco e do Rio, vindos de outras partes da Europa. À noite, o grupo pôde descansar para se preparar para o dia seguinte. Apesar da grande maioria possuir a mesma formação acadêmica, arquitetura, era um grupo bastante heterogêneo em sua homogeneidade, e cada um pôde contribuir um pouco, com suas próprias vivências e experiências, para o enriquecimento da viagem.

Dia 19 de Julho
Frankfurt:

Demos início às nossas visitas guiadas. Foi um dia bastante cheio, devido à quantidade de coisas para ver. Com o acompanhamento e explicações sobre a cidade e sua arquitetura do arquiteto e jornalista alemão Christof Bodenbach, começamos com uma breve parada na Messe Frankfurt para visitar a Messeturm, a segunda mais alta torre da Europa, portão de entrada dos pavilhões de feiras e convenções da cidade de Frankfurt, de altura e solidez impressionantes. Seguimos para a região dos museus, onde visitamos o edifício do Richard Méier, o Museum of Decorative Arts, que, todos concordaram, é um dos poucos projetos do arquiteto que tem um algo a mais do que sua arquitetura simplesmente branca. De lá pudemos ter uma bela visão do distrito financeiro da cidade, com o seu "cluster" de edifícios altos.

Cruzando de volta o rio Main, visitamos a Rommerbergplatz, no centro histórico de Frankfurt, reconstruída no pós-guerra e seguimos para o distrito financeiro, onde os gigantes da arquitetura nos esperavam: Commerzbank, DZ Bank e MAINTOWER, nesta ordem, o primeiro, terceiro e quarto maiores edifícios da cidade. Começamos subindo ao terraço da MAINTOWER, a única que permite acesso para visitação e que assim foi concebida, já visando o tal mirante para turistas. Após a revista dos objetos de todos, pudemos ver a cidade 200 metros acima do chão e esta vista foi impressionante. Podíamos quase tocar no Commerzbank, ali ao lado, e isso, para quem o conhece e sabe da importância e representatividade de tal ícone da arquitetura high tech, concebido por Sir Norman Foster (ver artigo na pág 26).
Fizemos uma breve caminhada até o DZ Bank, do escritório Kohn Pedensen Fox Associates (KPF) para uma visita técnica ao edifício. Visitamos suas salas de trabalho, salas de reuniões, utilizamos seus velozes elevadores, admiramos o último andar com um elegante bar onde brindam os direntes da sede mundial do banco quando do fechamento de grandes contratos, além de áreas comuns e de refeições e descanso, sempre com o acompanhamento da equipe de manutenção e segurança do próprio edifício. No DZ Bank, fomos um pouquinho além: 208 metros.


A pé nos dirigimos ao tão esperado Commerzbank Headquarters, o ponto alto do dia. O ponto alto, literalmente: nesta visita, alcançamos os 260 metros, sendo que sua altura total é de 300 metros, isto é, subimos no topo da Europa! Fomos recebidos pelo Sr. Alberto Lorenzo, vice-presidente do Banco e Sr. Peter Muschelknautz, engenheiro de operações do conjunto de edifícios e que trabalhou juntamente com a equipe do escritório de Norman Foster durante o desenvolvimento do projeto e obra. Com comentários e explicações da Prof. Arq. Joana Gonçalves, pesquisadora deste e outros edifícios altos do mundo e que acompanhou o grupo a convite da Câmara de Arquitetos, a visita foi um privilégio para os participantes.
Verificamos como os conceitos de sustentabilidade e eficiência energética da chamada arquitetura verde, foram adotados com sucesso neste edifício que, além de alto é extremamente elegante. Visitamos o edifício do terraço ao térreo, seus postos de trabalho, salas de reunião e seus famosos e surpreendentes jardins suspensos, onde funcionários desfrutam seus momentos de descanso. Com alguns deles, pudemos confirmar que a consciência de estarem ocupando um edifício de tamanha qualidade se reflete diretamente na satisfação e na própria produtividade do seu trabalho.
E assim, muito rapidamente, visitamos Frankfurt am Main, de onde saímos satisfeitos, mas ansiosos pelo que nos aguardava em Berlim.

Dia 20 de Julho
Berlim:

Neste momento, entrou em cena nosso outro convidado, o Arq. Ricardo Kinai, que, muito solícito com todos, passava informações interessantes e impressões sobre Berlim, a partir de sua vivência como arquiteto na capital da Alemanha, já reunificada, em 98 e 99. A primeira e inevitável pergunta logo surgiu: Onde passava o muro? Todos queriam ver. Mas não é tão simples. Berlim é difícil de se explicar. Assim, já que todos procuravam ansiosos por um pedaço de muro ainda em pé, esta foi nossa parada: East Side Galerie, na antiga Berlim oriental. Mas a cidade que nos foi apresentada pelo Arq. Kinai vai muito além disso. Após nos fazer compreender a complexa história e os importantes acontecimentos que levaram, primeiro à divisão e depois à reunificação de Berlim, tudo ficou mais fácil de se assimilar. Logo compreendemos os três centros de Berlim: o antigo centro de Berlim Ocidental, próximo à Ku-dam, onde está a Igreja da Memória com os escombros da antiga igreja e a nova construção, o centro da antiga Berlim Oriental, a Alexanderplatz, que era onde se pretendia erguer o novo centro da Berlim reunificada o que, por motivos imobiliários e políticos, acabou acontecendo na Potsdamerplatz, o terceiro centro, o novo centro de Berlim.
Após um tour de duas horas de apresentação da cidade, paramos em Hansa Viertel, para prestigiar Oscar Niemeyer, um dos dois únicos brasileiros com projetos em Berlim, cujo edifício de apartamentos, lado a lado com Walter Gropius, Alvar Aalto, Pierre
Vago e outros modernos, faz parte deste bairro bastante particular que tivemos a oportunidade de conhecer.

 

Próximo

VIGA São Paulo
VIGA Istambul
Steel Tour